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Café Biu do Céu leva tradição, sustentabilidade e cafés especiais ao Festival Café Cultural

O mercado brasileiro de cafés especiais vive um momento de expansão impulsionado pelo interesse crescente dos consumidores por produtos de origem, qualidade e identidade. Maior produtor e exportador de café do mundo, para 2026, o Brasil tem uma safra estimada em 66,7 milhões de sacas de 60 kg, o que representa um crescimento de 18% em relação ao ano anterior e um recorde histórico na série, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), consolidando a força da cafeicultura nacional. Paralelamente, cresce a valorização dos cafés artesanais e de pequenos produtores, que apostam em processos cuidadosos de cultivo, torra e rastreabilidade para oferecer experiências sensoriais diferenciadas.

É neste cenário que o Café Biu do Céu, torrefação artesanal sediada em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco, participa do Festival Café Cultural, de 30 de julho a 2 de agosto, apresentando uma proposta que vai além da bebida. A marca une cafés especiais, produção sustentável e valorização da cultura popular nordestina, transformando cada xícara em um convite para conhecer a história, a paisagem e os personagens da Serra da Taquara.

Fundado pelo engenheiro agrônomo e especialista em cafés especiais Alex Pimentel, o Café Biu do Céu presta homenagem a Severino Pimentel, pai do engenheiro, que era conhecido como “Biu do Céu”. A produção acontece em um sistema agroflorestal centenário, sombreado por árvores nativas no brejo de altitude de Taquaritinga do Norte, a cerca de 900 metros de altitude. Além dos grãos produzidos na propriedade, a torrefação realiza uma curadoria de cafés especiais de diferentes regiões brasileiras, selecionados pela qualidade sensorial, origem e rastreabilidade.

“Nosso propósito é mostrar que um café especial também pode carregar identidade, memória e respeito ao território onde é produzido. Trabalhamos em sistema agroflorestal porque acreditamos que qualidade e sustentabilidade caminham juntas. Cada lote conta uma história e queremos que o consumidor conheça não apenas os aromas e sabores, mas também as pessoas e a cultura que existem por trás de cada xícara”, destaca Alex.

Durante o Festival Café Cultural, o público poderá degustar diferentes perfis de cafés especiais, disponíveis em grãos, moídos na hora e também em sachês para infusão, formato que facilita o preparo de um café de alta qualidade em qualquer ambiente.

Outro destaque da participação da marca é o lançamento de uma edição comemorativa com embalagem inspirada na obra do Mestre Noza, um dos maiores representantes da xilogravura brasileira. A iniciativa aproxima o universo dos cafés especiais da arte popular nordestina, reforçando o compromisso da empresa com a valorização da cultura regional.

Incubado pela Jornada de Torrefação Empreendedora, iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o Café Biu do Céu investe na torra artesanal, na valorização dos produtores e na difusão da nova cafeicultura brasileira. A própria ABIC registra o fortalecimento desse segmento, destacando que o país já conta com uma categoria específica para cafés especiais em seu programa de certificação e que o mercado consumidor segue em expansão, impulsionado pela busca por produtos de maior qualidade e valor agregado.

Mais do que comercializar café, a torrefação pernambucana convida o público a conhecer a origem dos grãos, compreender diferentes métodos de preparo e descobrir como tradição, inovação, sustentabilidade e cultura podem coexistir na mesma xícara.

SOBRE MESTRE NOZA – Muito antes de a Serra da Taquara ser reconhecida pela produção de cafés especiais, a região já havia dado ao Brasil um dos maiores nomes da arte popular. Nascido em Taquaritinga do Norte, em 1897, Inocêncio da Costa, conhecido mundialmente como Mestre Noza, tornou-se um dos principais expoentes da xilogravura brasileira. Ainda adolescente, seguiu a pé em romaria para Juazeiro do Norte, onde desenvolveu seu talento como entalhador e se consagrou pela produção de imagens sacras, matrizes para literatura de cordel e gravuras que atravessaram fronteiras.

Reconhecido como o primeiro santeiro a esculpir uma imagem de Padre Cícero, Mestre Noza ajudou a construir a iconografia popular do sertão nordestino. Sua obra ganhou projeção internacional e, décadas depois, uma série de gravuras da Via Sacra foi publicada em Paris, consolidando seu legado como um dos artistas mais importantes da cultura brasileira. No Brasil e na própria Taquaritinga do Norte, o mestre não tem o devido reconhecimento.

É essa trajetória que inspira a edição especial do Café Biu do Céu apresentada no Festival Café Cultural. A embalagem homenageia os traços marcantes do artista, estabelecendo um diálogo entre duas tradições que nasceram na mesma serra: a arte da xilogravura e a produção artesanal de cafés especiais. A iniciativa simboliza o reconhecimento de que a identidade de um território também é construída por sua cultura, sua memória e pelas pessoas que transformaram a história local.

Da Serra da Taquara, berço tanto de Mestre Noza quanto do Café Biu do Céu, a homenagem reforça a proposta da marca de levar ao consumidor não apenas cafés de alta qualidade, mas também narrativas que preservam e celebram o patrimônio cultural pernambucano.

Serviço
Café Biu do Céu
Festival Café Cultural, de 30 de julho a 2 de agosto, em Taquaritinga do Norte
@cafebiudoceu

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