Pular para o conteúdo

Fique Sabendo PE

Dia Mundial do AVC: reconhecer os sinais e agir rápido pode salvar vidas

  • Saúde

O tempo entre o início dos sintomas, a chegada ao hospital e a definição do tratamento é determinante para a assistência a pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC). No Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, o Hospital Pelópidas Silveira (HPS), referência em neurologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Pernambuco, reforça a importância de reconhecer os sinais de alerta, prevenir os fatores de risco e adotar hábitos saudáveis. A unidade também destaca a continuidade do cuidado após a alta hospitalar, com reabilitação, grupos de apoio e suporte aos familiares. 

Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o HPS atendeu 2.261 pacientes com sintomas de AVC, com idades entre 35 e 70 anos. Desse total, mais de 1.700 foram internados para a realização de procedimentos. Os números reforçam a importância da assistência especializada e da conscientização da população sobre a necessidade de buscar atendimento de emergência diante dos primeiros sinais da doença. 

A neurologista vascular da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HPS, Júnia Lira, alerta que o tempo é um fator decisivo para o tratamento. Segundo a especialista, quanto mais rápido o paciente receber atendimento especializado, maiores serão as chances de receber o tratamento adequado e alcançar uma recuperação favorável. 

Fraqueza súbita, alterações na fala, assimetria facial (boca torta), perda de sensibilidade, desorientação e dor de cabeça intensa, diferente do padrão habitual, estão entre os principais sinais de alerta. De acordo com a neurologista, “mesmo quando os sintomas desaparecem espontaneamente, a avaliação médica é indispensável, pois o episódio pode indicar um ataque isquêmico transitório (AIT), que sinaliza maior risco de ocorrência de um AVC”. Por isso, qualquer sintoma súbito exige atenção e avaliação médica imediata. 

A rapidez no atendimento é fundamental porque a obstrução de um vaso sanguíneo cerebral pode provocar a morte de neurônios, aumentando o risco de sequelas e incapacidades. Embora os avanços médicos permitam que determinados tratamentos sejam realizados em janelas de tempo ampliadas, conforme critérios clínicos e exames específicos, a orientação é procurar assistência médica imediatamente após o surgimento dos sintomas. 

A neurologista alerta que, diante da suspeita de AVC, não se deve esperar os sintomas melhorarem nem administrar medicamentos por conta própria, como aspirina ou remédios para pressão arterial. Como os tipos de AVC exigem condutas diferentes, a automedicação pode agravar o quadro. A orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, ou procurar imediatamente uma emergência. 

Além do atendimento na fase aguda, a prevenção e a continuidade do cuidado são essenciais para reduzir o impacto da doença. O controle da pressão arterial, do diabetes e do colesterol, a prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada e o acompanhamento de saúde contribuem para reduzir os fatores de risco. Após o AVC, a reabilitação e o apoio aos pacientes e familiares também são fundamentais para favorecer a recuperação e melhorar a qualidade de vida. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *