Nesta sexta-feira (21), celebra-se o Dia Nacional da Síndrome de Down, uma data dedicada à conscientização e à promoção da inclusão das pessoas com essa condição genética. A Síndrome de Down, ou Trissomia do 21, ocorre quando há uma cópia extra do cromossomo 21, fazendo com que o indivíduo tenha 47 cromossomos ao invés dos 46 habituais.
Essa alteração afeta o desenvolvimento físico e cognitivo, mas, com o acompanhamento adequado, é possível garantir mais qualidade de vida e autonomia aos portadores da síndrome.
Como a Síndrome de Down afeta o organismo?
Os efeitos do desenvolvimento físico são os mais evidentes, incluindo traços faciais característicos, hipotonia muscular e um crescimento mais lento. Além disso, podem surgir complicações cardíacas, alterações gastrointestinais e problemas auditivos ou visuais.
“O desenvolvimento cerebral e de funções cognitivas da pessoa com Síndrome de Down também é afetado, mas com acompanhamento correto é possível realizar algumas tarefas cotidianas normalmente”, explica o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu.
Estudos indicam que as atividades cerebrais das pessoas com Down são diferentes nas regiões frontal e temporal, responsáveis por fala, memória e emoções.
“Isso pode desencadear transtornos como déficit de atenção e hiperatividade durante a infância e alterações de personalidade e perda de memória são comuns em fases mais avançadas da vida”, destaca Dr. Fabiano.
Sinais comuns da Síndrome de Down:
– Rosto arredondado e olhos puxados para cima;
– Hipotonia (diminuição do tônus muscular);
– Desenvolvimento motor e cognitivo mais lento;
– Problemas cardíacos congênitos;
– Maior propensão a dificuldades auditivas e visuais;
– Tratamentos e qualidade de vida.
A Síndrome de Down não tem cura, mas há diversas formas de estimular o desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida dos portadores.
“Os sintomas podem ser tratados com intervenções cirúrgicas, acompanhamento psicológico e fonoaudiológico, além de um ensino inclusivo e adaptado, o que ajuda na aprendizagem e na autonomia para se integrar à sociedade”, afirma o Dr. Fabiano de Abreu.