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Doenças cardiovasculares lideram mortes e hipertensão é principal fator de risco

  • Saúde

Considerada uma das principais causas de morte no mundo, a hipertensão arterial segue como um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 38 milhões de brasileiros convivem com pressão alta, sendo que muitos desconhecem o diagnóstico.

A doença, conhecida como “inimiga silenciosa”, pode evoluir por anos sem sintomas e aumentar significativamente o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.

Segundo o médico clínico da PAD Saúde, Dr. Rodolpho Omena, o principal problema da hipertensão está justamente na ausência de sinais claros. “Muitas pessoas só descobrem que são hipertensas após um evento mais grave, como um infarto ou um AVC. Por isso, medir a pressão regularmente é essencial, mesmo para quem se considera saudável”, alerta.

A pressão arterial elevada ocorre quando há aumento persistente da força do sangue contra as paredes das artérias. Entre os fatores de risco estão alimentação rica em sal, sedentarismo, estresse, consumo excessivo de álcool, tabagismo e predisposição genética. Nos últimos anos, especialistas também observam um aumento de casos em pessoas mais jovens, reflexo de mudanças no estilo de vida.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a hipertensão é responsável por cerca de 10 milhões de mortes por ano no mundo, reforçando a gravidade do problema. No Brasil, a doença está diretamente associada às doenças cardiovasculares, que lideram o ranking de mortalidade no país.

Dr. Rodolpho destaca que, apesar de grave, a hipertensão pode ser controlada com medidas relativamente simples. “Mudanças no estilo de vida são fundamentais. Reduzir o consumo de sal, praticar atividade física regularmente, manter o peso adequado e controlar o estresse fazem diferença significativa no controle da pressão arterial”, explica.

O tratamento pode incluir também o uso de medicamentos, sempre com acompanhamento médico. A adesão ao tratamento é um dos maiores desafios, já que muitos pacientes abandonam a medicação ao não perceber sintomas. “A ausência de sintomas não significa que a doença está controlada. O acompanhamento contínuo é essencial para evitar complicações”, reforça o médico.

Outro ponto importante é o diagnóstico precoce. A aferição da pressão arterial é simples, rápida e pode ser realizada em consultas de rotina. “A prevenção começa com informação e acompanhamento. Identificar a hipertensão no início reduz drasticamente o risco de eventos graves”, afirma Dr. Rodolpho Omena.

A orientação é clara: incluir o cuidado com a pressão arterial na rotina é uma atitude essencial para preservar a saúde cardiovascular. “Cuidar da pressão é cuidar da vida. Pequenas mudanças hoje podem evitar grandes problemas no futuro”, conclui o especialista.

Serviço: PAD Saúde – Rua Hermógenes de Morais, nº 317 – Madalena, Recife. Mais informações em @padsaude.

Foto: Divulgação

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