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Especialistas alertam para os cuidados com a saúde íntima feminina no Carnaval

A contagem regressiva para a época mais festiva do ano – o Carnaval -, chegou, e com ela a preparação para participar de prévias, bailes e festas a caráter. As mulheres costumam caprichar mais nas fantasias, maquiagem e adereços. Por isso, também ficam mais propícias a desenvolver algum problema de saúde decorrentes do uso prolongado de roupas sintéticas, associado a calor intenso, suor, umidade, atrito, longos períodos sem troca de roupa íntima e higiene adequada. Esse cenário cria um ambiente propício para desequilíbrios da flora vaginal e infecções fúngicas ou bacterianas, por exemplo.

Segundo a ginecologista Aline Arruda, docente da Afya Garanhuns, os problemas de saúde íntima mais comuns que ocorrem nessa época do ano incluem a candidíase vaginal (o calor e a umidade favorecem a proliferação do fungo Candida, sendo comum após horas com roupa molhada ou abafada), a vaginose bacteriana (o desequilíbrio do pH vaginal pode ocorrer com suor excessivo, uso inadequado de sabonetes e higiene improvisada, frequentemente associado a odor desagradável), e a infecção urinária. “Reter urina por muito tempo, baixa ingestão de água, higiene inadequada após uso de banheiros públicos, o uso prolongado de absorvente interno em dias quentes e roupas apertadas aumentam o risco”, explica. Ela conta, ainda, que também pode ocorrer agravação de condições pré-existentes: mulheres com histórico de candidíase de repetição, vaginose ou vulvodínia que podem, nesse cenário, apresentar piora dos sintomas.

SAÚDE ÍNTIMA – Entre os sinais e sintoma mais comuns de que algo pode estar errado estão a coceira intensa ou persistente; ardor ou sensação de queimação; vermelhidão ou inchaço na vulva; corrimento vaginal anormal (alteração de cor, odor ou consistência); dor ou ardência ao urinar; sensação de peso ou desconforto vaginal; e dor durante a relação sexual. Nesses casos, é importante evitar automedicação, especialmente o uso de cremes vaginais sem orientação médica; suspender o uso de roupas apertadas e sintéticas; manter a região íntima seca e bem ventilada; e aumentar a ingestão de líquidos. Caso os sintomas persistam por mais de 48 a 72 horas, procurar avaliação médica, assim como em situações de dor intensa, febre ou sangramento, buscar atendimento imediato.

PREVENÇÃO – Para que a folia não seja interrompida antes da hora e evitar esses problemas, as orientação é dar preferência a roupas/fantasias com tecidos naturais, como algodão, especialmente na roupa íntima; evitar permanecer por longos períodos com roupas molhadas ou suadas; levar uma troca de calcinha, quando possível; beber bastante água ao longo do dia; não segurar a urina; após usar banheiros públicos, realizar a higiene da frente para trás; utilizar lenços íntimos sem perfume, quando não houver papel adequado; não utilizar duchas vaginais, sabonetes perfumados ou antissépticos fortes; e evitar o uso prolongado de protetores diários. Ao chegar em casa, retirar a roupa imediatamente e higienizar apenas a região externa (vulva) e, sempre que possível, dormir sem calcinha.

Em caso de diagnóstico de algum desses problemas, o tratamento varia de acordo com a causa identificada. Para a candidíase, é recomendado o uso de antifúngicos vaginais ou orais, conforme prescrição médica. No caso de vaginose bacteriana, são prescritos antibióticos específicos, como metronidazol; assim como para infecção urinária, quando são receitados antibióticos após avaliação clínica e, quando indicado, exame de urina.

Alguns sintomas podem surgir apenas dias após o Carnaval, não devendo ser ignorados. A ginecologista Aline Arruda reforça que o consumo excessivo de álcool pode reduzir a percepção dos sintomas e aumentar comportamentos de risco. Segundo ela, alguns desses sintomas podem estar relacionados a ocorrência de relações sexuais ocasionais, sendo importante o uso de preservativo também para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: http://www.afya.com.br e http://ir.afya.com.br.

Foto: Divulgação

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