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Fala que Alimenta mobiliza juventude do Recife com aulas no Compaz Dom Hélder Câmara

Neste sábado (24), das 9h às 16h, a Prefeitura do Recife promove a primeira aula presencial do Projeto Fala que Alimenta – Formação em Comunicação e Engajamento sobre Alimentação Adequada e Saudável para Juventudes, reunindo 60 jovens da periferia da cidade em uma formação voltada à comunicação e à promoção da alimentação saudável. A iniciativa, pioneira no Brasil, é realizada pelo município, com apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e da Umane, e execução da Angola Comunicação.

Voltada para as juventudes moradoras de bairros e comunidades da periferia do Recife, a formação propõe o reconhecimento do território, da memória e das experiências de vida como fontes legítimas para a produção de conteúdo, fortalecendo o protagonismo juvenil na promoção da alimentação adequada e saudável. O primeiro encontro presencial contará com a participação da jornalista e comunicadora Martihene Oliveira, integrante do coletivo Sargento Perifa, que irá compartilhar vivências do território onde cresceu e refletir sobre as relações cotidianas com a alimentação.

A proposta destaca as memórias afetivas ligadas à comida, como refeições em família, encontros com amigos e amigas e práticas alimentares do dia a dia, como ponto de partida para a construção de narrativas e produtos de comunicação conectados às realidades comunitárias. “As memórias afetivas ligadas à comida dizem muito sobre quem a gente é e de onde a gente vem. Eu cresci com um pé de manga no quintal, então era suco de manga, salada com manga, manga com farinha… A gente até vendia pra conseguir comprar outras coisas. Teve uma época em que a manga foi, literalmente, o sustento e a sobrevivência da minha família”, conta Martihene Oliveira.

Segundo a comunicadora, essas vivências ajudam a refletir sobre as transformações dos territórios, onde muitos quintais deram lugar às comunidades, e sobre seu próprio percurso até se tornar formadora de jovens, utilizando a comunicação como ferramenta de expressão e fortalecimento das realidades periféricas.

“A ideia é preparar esses jovens para produzir conteúdo sobre alimentação adequada, contar suas próprias histórias e ocupar espaços nas redes digitais e nos espaços públicos, a partir de suas vivências e realidades nos territórios onde vivem”, acrescenta a secretária em exercício de Assistência Social e Combate à Fome (SAS), Edivania Arcanjo.

FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICA E TEÓRICA – O encontro presencial terá duração de seis horas e apresentará os fundamentos da comunicação popular e comunitária como prática de expressão, narrativa e transformação social, tendo a alimentação adequada e saudável como eixo central. O primeiro módulo do projeto foi realizado em dezembro de 2025, em plataforma virtual, dando início a um percurso formativo de seis meses, em formato híbrido, com atividades presenciais e online.

Ao longo da formação, as juventudes participam de atividades teóricas e práticas que abordam técnicas de linguagem, escrita e imagem, uso de ferramentas de inteligência artificial, produção audiovisual, planejamento estratégico em comunicação e atuação em redes sociais. Os participantes também têm acesso a materiais pedagógicos, acompanhamento de monitores e suporte individualizado, que auxiliam no esclarecimento de dúvidas e incentivam a participação ao longo de todo o curso.

Foto: Wagner Ramos/PCR

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