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Por que problemas respiratórios são mais graves em idosos?

Por que problemas respiratórios são mais graves em idosos?

  • Saúde

Pneumonia bilateral, infecção microbiana e pelo menos quatro crises de falta de ar nas últimas três semanas: a saúde do Papa Francisco, de 88 anos, tem gerado preocupação ao redor do mundo. Embora o religioso enfrente problemas pulmonares desde os 20 anos, os especialistas afirmam que a idade é, sim, um fator de risco para o agravamento das doenças do aparelho respiratório. Mas por que isso acontece? 

A perda da imunidade ao longo do tempo é uma das principais explicações para essa questão. “Ao envelhecer, a nossa capacidade imune diminui e ficamos mais propensos a infecções respiratórias, causadas principalmente por bactérias e vírus”, explica o pneumologista da Hapvida, Renato Calil.

A perda de elasticidade e flexibilidade do corpo ao longo do tempo, segundo o médico, também é um dos fatores para a fragilidade dos idosos. Isso gera acúmulo de secreção no organismo, o que pode ser outra fonte de infecção respiratória.  “A capacidade pulmonar diminui com a idade. Ganhamos capacidade pulmonar até os 20, 25 anos e, depois, passamos o restante da vida toda perdendo”, reforça o especialista. 

Quem tem hipertensão e diabetes também precisa redobrar o alerta. “Essas duas condições, além da idade, agravam os quadros respiratórios porque são duas doenças que já impactam o sistema imunológico, que é a defesa do nosso organismo, e também comprometem o sistema cardiovascular”, afirma Renato. 

Ou seja, pessoas idosas estão de fato mais suscetíveis a problemas respiratórios e devem redobrar os cuidados, incluindo estratégias de prevenção, como a vacinação anual contra a gripe. Indivíduos com mais de 60 anos, que possuem doenças preexistentes importantes, doença pulmonar obstrutiva crônica e problemas relacionados ao tabagismo, também devem se vacinar para evitar a pneumonia. “Evitar fumar, não ter contato com pessoas em ambientes fechados e com problemas respiratórios também são medidas valiosas”, finaliza o médico.

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