O município de Tamandaré, no litoral sul pernambucano, será palco, na próxima segunda-feira (24), da 3ª edição do Fórum em defesa da Patrimonialização do “Ofício, Saberes e Práticas das Marisqueiras em Pernambuco”. O evento ocorrerá no auditório do CEPENE/ICMBio, a partir das 9h, e tem como objetivo fortalecer a campanha “Ôxe, Pernambuco tem Mariscada sim, senhor”. A iniciativa visa dar continuidade ao reconhecimento do ofício das marisqueiras como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. As inscrições poderão ser feitas no local do evento, 30 minutos antes do início das atividades.
Após o sucesso das duas primeiras edições, realizadas em Goiana e Sirinhaém, a 3ª edição do encontro fortalece ainda mais as discussões da campanha, reunindo marisqueiras, pescadoras artesanais e diversos parceiros estratégicos, como Sebrae, Fundarpe, Adepe, Governo do Estado, Sesc e Senac. “A transformação do ofício dessas mulheres em Patrimônio Cultural Imaterial busca não apenas a valorização cultural, mas também a melhoria da qualidade de vida das comunidades que dependem da cadeia produtiva do marisco. Queremos promover a igualdade social e inclusão de grupos vulneráveis, oferecendo suporte para que essas mulheres possam acessar o mercado diretamente, sem intermediários”, afirma Edy Rocha, diretor executivo do Instituto Negralinda e idealizador da campanha.
A campanha “Ôxe, Pernambuco tem Mariscada sim, senhor”, lançada em março do ano passado, nasceu com o propósito de transformar a tradicional Mariscada em Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. No entanto, ao longo do processo, os idealizadores ampliaram a visão e decidiram que não apenas o prato, mas todo o ofício, saberes e práticas das marisqueiras seriam o foco do reconhecimento. Esse movimento visa garantir a patrimonialização de uma prática ancestral, assegurando a sustentabilidade de diversas famílias que dependem do marisco.
Mariscada – Prato típico que combina mariscos e frutos do mangue, como sururu, camarão e tainha, a Mariscada é uma das iguarias mais icônicas da culinária pernambucana. Feita com leite de coco fresco e temperos tradicionais, a receita carrega as raízes afro-indígenas que moldaram a cultura gastronômica da região. Um dos principais expoentes desse prato é a Chef Negralinda, que há mais de 10 anos conquista os paladares de pernambucanos e turistas em seu bistrô na Ilha de Deus, no Recife.
Instituto Negralinda – Presidido pela Chef Negralinda, o Instituto que leva o nome da empreendedora social é uma instituição que atua diretamente na capacitação de mulheres das comunidades pesqueiras, oferecendo oficinas, cursos e palestras que visam impulsionar negócios criativos e sustentáveis. “Através da qualificação e apoio a essas mulheres, o Instituto Negralinda tem sido um agente crucial na luta contra as desigualdades sociais e no fortalecimento da segurança alimentar nas comunidades”, destaca Edy Rocha.
Serviço:
3º Fórum em defesa da Patrimonialização do “Ofício, Saberes e Práticas das Marisqueiras em Pernambuco
Dia: 24 de fevereiro (segunda-feira)
Horário: a partir das 9h.
Local: CEPENE / ICMBio (Av. Dr. Samuel Hardman, s/n, Tamandaré – centro).
Outras informações:www.institutonegralinda.org.br