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Temporada de férias exige prevenção para evitar cálculos renais e infecções urinárias

  • Saúde

O fim de ano chega trazendo férias, viagens, festas e lazer, mas também altas temperaturas, maior exposição ao sol e um cenário que exige cuidados extras com a saúde. No verão, que oficialmente chega em 21 de dezembro, a perda de líquidos pelo suor aumenta, e o corpo passa a demandar mais hidratação para manter o bom funcionamento de todos os sistemas, especialmente dos rins.

A desidratação favorece a concentração de sais minerais na urina, criando um ambiente propício para a formação de cálculos renais e para o surgimento de infecções urinárias, dois dos quadros mais comuns da estação. Com menor volume urinário, a capacidade do organismo de eliminar substâncias que deveriam ser excretadas diminui, o que intensifica o risco de formação de pedras e facilita a proliferação de microrganismos.

O urologista e cirurgião Eugênio Lustosa explica que, quando o corpo não recebe água suficiente, o sistema urinário é diretamente afetado. Segundo Lustosa, “quando o volume urinário diminui, substâncias como cálcio, oxalato e ácido úrico podem se cristalizar, formando pedras que causam dor intensa e até obstrução do trato urinário.” O especialista lembra também que a urina fica mais concentrada no calor, e isso não só aumenta o risco de cálculos renais como também facilita a proliferação de bactérias, gerando risco de infecção do trato urinário.

Outros fatores sazonais também contribuem para o aumento das ocorrências. A rotina de férias e lazer, costuma incluir bebidas alcoólicas, consumo maior de alimentos industrializados e redução na ingestão de água, hábitos que podem sobrecarregar o sistema urinário.

A alimentação desempenha um papel decisivo na prevenção desses quadros. De acordo com o especialista, frutas ricas em água, como melancia, melão, laranja e abacaxi, ajudam a manter o corpo hidratado e contribuem para uma urina mais diluída, o que reduz a chance de cristalização de sais minerais. Ele ressalta ainda que uma dieta equilibrada, com menor consumo de sódio e de alimentos ultraprocessados, favorece o bom funcionamento dos rins e diminui o risco de infecções urinárias.

“Beber água apenas quando se sente sede não é suficiente. A sede já é um sinal tardio de desidratação. A hidratação precisa ser constante ao longo do dia, especialmente para quem trabalha ou se diverte ao ar livre”, conclui Eugênio Lustosa, reforçando que a combinação entre boa ingestão de líquidos e alimentação adequada é fundamental para atravessar a estação mais quente do ano com saúde.

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