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Queda na vacinação acende alerta para retorno de doenças no Brasil

  • Saúde

A Semana Mundial da Imunização, celebrada entre 24 e 30 de abril, traz de volta um alerta importante no Brasil: a queda na cobertura vacinal e o risco de doenças que já estavam controladas voltarem a circular. Um dos principais pontos de atenção é o avanço do sarampo nas Américas, destacado recentemente pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Em 2025, a região registrou quase 15 mil casos da doença, um número 32 vezes maior que o do ano anterior, além de 29 mortes. Em 2026, os registros continuam crescendo, com mais de mil casos confirmados apenas nas primeiras semanas do ano. A maior parte das infecções, cerca de 78%, ocorreu em pessoas não vacinadas ou com histórico vacinal desconhecido.

No Brasil, o cenário também preocupa. Em abril de 2026, foram confirmados dois casos de sarampo: um no Rio de Janeiro, em uma jovem adulta sem histórico de vacinação, e outro em São Paulo, em um bebê que havia viajado recentemente para um país com surto ativo da doença.

Para a pediatra e professora da Afya Jaboatão, Marcela Pandolfi, o sarampo ainda é visto por muita gente como algo distante, o que não reflete a realidade. “É uma doença extremamente contagiosa. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para muitas outras, principalmente em ambientes onde há pessoas não vacinadas. Além dos sintomas como febre alta, manchas pelo corpo e problemas respiratórios, pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, encefalite e até morte, sobretudo em crianças pequenas, idosos e pessoas imunossuprimidas”, explica.

Ela lembra que o Brasil já chegou a eliminar a circulação do sarampo, mas esse resultado depende diretamente da vacinação em alta cobertura. “Com a circulação intensa de pessoas entre países e surtos em regiões próximas, qualquer queda na vacinação facilita a reintrodução do vírus. Quando o sarampo reaparece, geralmente é um sinal de que existem grupos desprotegidos”, afirma.

Dados do Anuário VacinaBR 2025, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), mostram que mais de 80% dos brasileiros vivem em municípios que não atingiram as metas do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Apesar de a cobertura inicial ser alta, a adesão às doses de reforço, como pólio, pentavalente e tríplice viral, segue baixa, variando entre 41% e 70%.

Segundo a especialista, esse cenário não impacta apenas o sarampo. “A baixa adesão aos reforços pode abrir espaço para a volta de doenças como a poliomielite, que está erradicada no Brasil há décadas. Quando a cobertura cai, aumentam os riscos de circulação viral e de novos surtos”, alerta. Ela destaca que é fundamental fortalecer a atenção primária, ampliar campanhas e buscar ativamente pessoas com vacinação em atraso.

Outro desafio é a hesitação vacinal. “Muitas famílias deixam de vacinar por medo ou desinformação. É importante acolher essas dúvidas, explicar os benefícios e reforçar que eventos adversos graves são raros. O risco de adoecer é muito maior do que o risco da vacina”, diz.

No dia a dia, a orientação é manter a caderneta de vacinação atualizada. “Os pais devem acompanhar o cartão de vacinação com frequência, inclusive nas consultas de rotina. Não é preciso esperar campanhas. Se houver atraso, a unidade de saúde pode orientar e, na maioria das vezes, retomar o esquema sem precisar começar do zero. Vacina atrasada é proteção adiada”, conclui.

Em meio a esse cenário, a Semana Mundial da Imunização reforça um ponto simples: vacinar continua sendo uma das formas mais eficazes de prevenir doenças e evitar casos graves.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.768 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.
Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).

Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: http://www.afya.com.br e http://ir.afya.com.br.

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