O Sindicato dos Professores Municipais de Olinda acompanhou a votação do Projeto de Lei que estabeleceu o reajuste anual da categoria em 5,4%, nessa terça-feira (30), na Câmara dos Vereadores do município. O percentual, que corresponde ao piso nacional da categoria, foi conquistado após várias rodadas de negociação com a gestão municipal. Agora o sindicato acompanhará de perto a implementação do reajuste, com rebatimento em toda a carreira.
De acordo com a presidenta do Sinpmol, Márcia Vieira, essa conquista só foi possível graças à mobilização contínua da categoria, que rejeitou sistematicamente as tentativas da prefeitura de não-cumprimento do piso salarial. “Fizemos uma luta constante e de forma coletiva, com mobilizações nas escolas, junto às famílias dos alunos, com atos sempre cheios nas ruas da nossa cidade. Foram várias tentativas de diálogo com a prefeitura, até que o piso fosse efetivado. Essa é uma conquista de todos nós”, afirma Vieira.
As reivindicações sobre melhoria da infraestrutura das escolas e as denúncias de assédio contra professores continuarão sendo acompanhadas pelo sindicato. “A nossa luta não se encerra como dissídio, Recebemos constantemente denúncias de professores sobre as péssimas condições estruturais das escolas e sobre as pressões sofridas pela categoria. Seguiremos alertas e cobrando à gestão municipal a resolução desses problemas históricos”, completa a presidenta do sindicato.
Histórico
Olinda foi um dos últimos municípios da Região Metropolitana do Recife a concluir as negociações para o dissídio anual. No mês de maio, a prefeitura apresentou uma proposta de 2,7% de reajuste, com pagamento retroativo apenas ao mês de maio, que foi rejeitada por unanimidade pela categoria.
Após a rejeição, a categoria deflagrou estado de greve e realizou mobilizações, com caminhadas pelas ruas da cidade pedindo o pagamento do piso salarial, além de denunciar a falta de valorização profissional, com o desmonte da carreira; assédio constante; descumprimento de direitos básicos e completa falta de infraestrutura nas escolas.
Foto: Adelmo Vasconcelos / Nossa Comunicação
